Sabe-se que morreu de forma traumática ainda na adolescência. Alguns pesquisadores acreditam que ele tenha sido vítima de uma conspiração na corte e, possivelmente, tenha sido assassinado com um golpe na cabeça. Esta hipótese é sustentava, pois o crânio da múmia do faraó apresenta uma perfuração.
Porém, estudos mais recentes e avançados (inclusive de DNA) efetuados na múmia do faraó menino revelaram que a causa mais provável de sua morte tenha sido a malária. Estes estudos mostraram também que Tutankamon era portador de uma doença conhecida como Köhler-Freiberg, que provoca inflamação em cartilagens e ossos dos pés. Um dos pés da múmia do faraó apresenta necrose, provavelmente causada pela má circulação sanguínea provocada pela doença. Logo, essa conjugação de doenças pode ter levado o faraó a morte.
- Pesquisadores divulgaram, em junho de 2016, que um punhal encontrado na tumba de Tutankamon tem em sua composição um metal extraterrestre, com grande quantidade de cobalto e níquel. De acordo com os cientistas, o metal chegou ao nosso planeta através de um meteorito.
- Estudo divulgado por arqueólogos e cientistas, em 2010, apontam para a provável causa da morte de Tutankamon: infecção óssea e malária.
O busto de Nefertiti preservado no Neues Museum, em Berlim.
José Manuel Galán, por sua vez, considera Reeves "um excelente egiptólogo", mas se surpreende com a maneira como esse assunto está sendo discutido. «A descoberta do túmulo de Tutancâmon começou como uma investigação científica e acabou sendo um espetáculo de mídia. A questão da Nefertiti começou como um espetáculo de mídia e esperamos que acabe sendo uma investigação científica ", diz ele.
O egiptólogo acredita que Nefertiti deve estar em algum lugar no Vale dos Reis, mas considera que colocá-lo no túmulo de Tutancâmon é uma mera hipótese que não é sustentada por argumentos sólidos: "Normalmente, esse não é o caso. Um cientista deve ser prudente e ir passo a passo. Aqui eles pularam três ", diz ele. "Primeiro você tem que confirmar se realmente existe um vão, e se existe, para determinar se realmente é um túmulo ou simplesmente um anexo. Uma extensão pode ser planejada e não concluída. E se houvesse um túmulo, seria necessário ver de quem é. Tudo é possível. Nefertiti pode estar lá, mas não há base para afirmá-lo. Também poderia haver outro personagem da família real, como Kiya [outra esposa de Akhenaton
o Vale dos Reis de Luxor, a antiga Tebas, onde fica o túmulo de Tutancâmon em que o arqueólogo Reeves acredita que a rainha Nefertiti também poderia estar
Francisco Martín Valentín concorda com seus colegas sobre a necessidade de atuar com "paciência científica" e que, se encontrarem uma sepultura, ela pode ser de outra pessoa . Por exemplo, ele propõe, por Meritatón, a filha mais velha de Nefertiti e Akhenaton.
Tanto Galán quanto Martín enfatizam que Nefertiti teve um papel muito importante durante o reinado de Akhenaton. "Eles sempre aparecem representados juntos, e ela repete as ações do rei. Não foi apenas um ornamento ", diz Galán.
"As rainhas-mãe e as primeiras esposas foram muito importantes, mas na época de Akhenaton e AmenhotepIII as mulheres tiveram mais importância porque são o componente feminino para enfatizar o papel criativo do monarca", acrescenta Galán.
diretor do projeto Djehuty, no entanto, acredita que "a arqueologia atual é não ir à procura túmulos de personagens específicos, mas a cavar para obter informações e entender um lugar e sua evolução ao longo do tempo, ou certos aspectos políticos ou religiosos e entender um grupo social A maioria dos egiptólogos não está procurando o túmulo de alguém em particular ", diz ele.
O que ele não tem dúvida é que "o tempo de Nefertiti é muito interessante. O Egito estava inteiramente aberto a contatos com todos os poderes da época e parte desse arquivo diplomático foi preservada, as chamadas cartas de Amarna, que falam de tratados de amizade e alianças entre potências. Eles datam de 1400 a. C e conter cláusulas como as que são feitas hoje ". Uma verdadeira jóia, ele acrescenta, para qualquer pessoa interessada em política internacional.
Segundo o médico e antropólogo Ángel Serrano, da missão do Vizir Amen-Hotep Huy, «das múmias podem ser feitas reconstruções crânio-faciais em três dimensões muito realistas. E seu DNA seria comparado a outras múmias com as quais elas poderiam estar relacionadas " . De ambos, acrescenta, há múmias familiares que já foram encontradas e com as quais poderiam ser comparadas.
Para Lopez Marcos ", as duas hipóteses de trabalho sobre Cleópatra e Nefertiti são o resultado de um longo processo de estudo e esforço que merece respeito por aqueles que tentam reconstruir parte da história de evidência arqueológica, e em caso de falha, sem Qualquer rendição deve ser mudada de objetivo e continuar procurando Com pouco glamour e muita devoção aos deuses. Apesar de viver em um palácio, ter várias esposas e dispor de escravos e servos, o faraó não esbanjavaseu poder com festas e orgias. Em vez disso, ele se concentrava em atividades administrativas e cerimônias religiosas.

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Considerado a encarnação do deus Hórus, a divindade mais importante do panteão egípcio, o líder tinha poder vitalício e o passava a seu filho mais velho. Apesar disso, diversas guerras e disputas internas com famílias nobres modificaram as linhagens reais e as dinastias, o que abriu espaço para que mulheres chegassem ao trono, como Cleópatra.O título não existia entre os egípcios: trata-se de uma designação do hebraico, originada da palavra “pr”, um hieróglifo que significava “casa grande” por remeter à importância do rei.
UM DEUS NA TERRA
Líder administrativo, judicial e religioso, faraó era considerado uma divindade e tinha pouco tempo para a família e o lazer.
Vida Mansa
Podiam ter dois ou três palácios, que eram grandes complexos compostos de aposentos e despensas. Apesar de devotado ao trabalho religioso e às campanhas militares, o governante tinha refeições fartas, roupas de primeira e vários escravos e servos para servi-lo. A arte era dedicada a louvá-lo.
Dando um rolê
Ao longo do dia, o líder podia visitar construções e percorrer as searas de trigo, sempre rodeado de servos e com muita pompa. Suas viagens eram geralmente feitas ao longo do rio Nilo e, quando estava em terra, era erguido numa liteira para ser visto. À tarde, antes de o Sol se pôr, o faraó voltava ao palácio para oferecer flores e óleos a Amon.
Autoridade máxima
Geralmente antes do almoço, o rei recebia visitas, falava com conselheiros e julgava causas. Ele era supremo sacerdote, juiz e general de todas as questões do reino. Embora tivesse vários braços direitos, a última palavra era sempre sua. Não havia Constituição: as leis eram baseadas nas tradições.
Banho de beleza
Quando acordava, o governante era banhado com água pura do Nilo e besuntado de óleos essenciais – o mau cheiro era considerado pecado. Depois, era perfumado e vestido com plumas de falcão, linho e joias por filhos de nobres cuidadosamente selecionados – era proibido que um escravo ou servo sem origem ilustre o tocassem
Lazer misterioso
Os hieróglifos mostravam os faraós em batalhas e praticando esportes. Mas alguns historiadores acreditam que era só marketing. Além disso, os escritos são de difícil interpretação, pois muitos símbolos têm mais de um sentido. Entre as atividades mais prováveis estavam corridas com carruagem e jogos de tabuleiro.
Rodízio de esposas
Ele casava-se cedo, perto dos 12 anos, com a filha de um nobre à qual estava “prometido” desde a infância. Podia também ter várias mulheres e filhos com elas. À noite, não há evidências de que ficasse com a esposa – a tese mais aceita é que dormia desacompanhado.
Sangue divino
Todo dia, participava de uma cerimônia de adoração em um templo fora do palácio. Ele precisava atravessar um salão e ajoelhar-se à frente do deus a que era devotado (Amon, Hórus ou outro). Ao final, um escravo sacrificava um búfalo em oferecimento à divindade.
A Grande Pirâmide foi o túmulo final de Quéops. Mas você não precisa morrer para conhecê-la por dentro
Perdeu o chapéu
Especula-se que, no topo, havia uma “minipirâmide”, provavelmente de ouro ou algum outro material nobre. Chamada “pyramidion”, ela era decorada com desenhos religiosos, como forma de adoração aos deuses que cuidavam da vida e da morteEm duas faces opostas (sul e norte) da pirâmide estão dois canais de ventilação.Mas múmias não precisam respirar, certo? Bom, a alma delas precisa. Esses dois túneis serviam para orientar o espírito de Quéops quando chegasse a hora de ascender às estrelas. Um estava alinhado com as estrelas polares e o outro com a constelação de Órion
3) Quarto do líder
Localizada quase no centro da edificação, a Câmara Real continha a múmia e os tesouros de Quéops – todos roubados ao longo do século 20. Só o sarcófago permaneceu, porque é maior do que a entrada da câmara (veja-a ampliada abaixo, depois da legenda 8)
4) Caminho bloqueado
O principal corredor interno, com 46,7 m de comprimento, é chamado de Grande Galeria. Ela é até espaçosa: tem 2,1 m de largura. Aqui, foram encontradas três lajes de granito que impediam o avanço de invasores ou ladrões
5) Cadê a patroa?
Antes da Câmara Real existe outro “quarto”. No início das explorações arqueológicas, supôs-se que ele era reservado à esposa do faraó. Por isso, foi batizado de Câmara da Rainha. Mas não há indícios de que alguma soberana tenha sido sepultada ali. O mais provável é que abrigasse uma estátua de Quéops
6) Elevador de serviço
A Grande Pirâmide de Quéops contém mais corredores e poços que as outras. Alguns são tão estreitos que foram estudados só com câmeras robóticas. Este poço era uma rota alternativa para os trabalhadores e sacerdotes escaparem da tumba. Eles seguiam até a câmara subterrânea e depois subiam à superfície por outra saída. Após os trabalhos, essa saída foi selada com lajes de granito
7) Antessala da morte
Até “porão” a pirâmide tem. A câmara subterrânea estava ligada por um poço à Grande Galeria, mas nunca foi usada ou sequer terminada. Por isso, os arqueólogos não têm certeza sobre seu propósito. A melhor especulação é que seria o ambiente para o enterro do faraó
8) Garagem de navios
Há cinco fossos para barcos. Isso mesmo: barcos! Um deles estava quase totalmente conservado quando foi encontrado em 1954 pelo arqueólogo egípcio Kamal el Mallakh. Ele tinha 43,3 m de comprimento e serviu para trazer o corpo de Quéops até ali. Foi desmontado cuidadosamente e remontado no museu que fica ao pé da Grande Pirâmide.Esses veículos foram guardados nas pirâmides porque os faraós eram enterrados com seus bens para usá-los no pós-vida
Pichação das antigas
O teto da Câmara Real é uma grande sacada da engenharia. Blocos de granito de quase 40 toneladas compõem cinco “câmaras de alívio”. Elas dispersam o peso colossal acima delas, evitando o desabamento da estrutura. Nesses blocos foram encontradas inscrições com nomes do faraó e dos trabalhadores que ajudaram a erguer a obra
As pragas do Egito realmente existiram?
A sequência trágica é objeto de estudo - e de polêmica - entre os cientistas

Não há uma explicação que comprove totalmente as dez pragas relatadas na Bíblia com base em evidências históricas. Mas a sequência trágica formada por sangue no Nilo, sapos, piolhos, moscas, morte do gado, chagas, pedras, gafanhotos, céu escuro e a morte dos primogênitos é objeto de estudo – e de polêmica – entre os cientistas. Há duas correntes teóricas principais. Uma delas, que credita as pragas a fenômenos naturais, é liderada pelo físico inglês Colin Humphreys, autor do livro “Os Milagres do Êxodo”. A outra coloca a erupção do vulcão na ilha de Santorini como ponto de partida. Ela é retratada no documentário O Êxodo Decodificado, produzido por James Cameron. :-!
DUELO TEÓRICOTEORIA “NATURAL”: A primeira praga é a transformação das águas do rio Nilo em sangue. O tom vermelho da água seria fruto da proliferação de algas vermelhas tóxicas ou de uma chuva que levou rochas dessa cor ao rio
TEORIA VULCÂNICA: O vulcão na ilha Santorini, a 700 km dali, entrou em erupção, provocou terromotos e fissuras no fundo do rio. Das fendas saiu um gás que se misturou ao ferro do rio, criando ferrugem, que coloriu a água
PRAGA: PROLIFERAÇÃO DAS RÃS
TEORIA “NATURAL”: A segunda praga, a multiplicação das rãs, seria resultado da anterior: as toxinas das algas fariam com que os saposdeixassem o rio e invadissem as regiões ao redor
TEORIA VULCÂNICA: O gás liberado pelas fendas deixa a água sem oxigênio, fazendo com que os sapos fujam para a superfície. Muitos dos bichos começaram a invadir as áreas habitadas pelos egípcios
PRAGA: PIOLHOS AOS MONTES
TEORIA “NATURAL”: Temporal seguido de clima quente e seco é igual a multiplicação de ovos de piolho, segundo essa corrente. O inseto era comum no Egito antigo – muitos egípcios raspavam a cabeça para evitá-lo
TEORIA VULCÂNICA: A infestação de piolhos ocorre devido à falta de água limpa. Sem ela, a higiene fica comprometida, formando um cenário propício para a reprodução de insetos, como os piolhos
PRAGA: ENXAME DE MOSCAS
TEORIA “NATURAL”: O físico Colin Humphreys diz que as moscas se multiplicam por causa da morte dos sapos, seus predadores naturais. Roger Wotton, biólogo inglês, diz que o mosquito forma enxames densos
TEORIA VULCÂNICA: As moscas apareceriam por duas razões: falta d’água, que provoca falta de higiene, atraindo os insetos. A segunda é a morte de animais do ecossistema do Nilo – a carniça chama mais moscas
PRAGA: PESTE NOS ANIMAIS
TEORIA “NATURAL”: Para Humphreys, um dos culpados é a mosca-de-estábulo, que carrega vírus fatais para vacas e cavalos. De acordo com Wotton, a grande quantidade de picadas de insetos provocaria a peste
TEORIA VULCÂNICA: A cadeia de eventos iniciada pela falta de água gera a proliferação de insetos, que picam os animais rurais, provocando doenças. Essa parte da explicação do documentário é muito criticada
PRAGA: CHAGAS NOS HOMENS
TEORIA “NATURAL”: De acordo com esta teoria, as úlceras e chagas em homens e nos animais seriam conseqüência da multiplicação de insetos, como o mosquito Culicoides canithorax
TEORIA VULCÂNICA: Em 1986, um lago em Camarões ficou vermelho por causa de vazamentos de gás, e os moradores ganharam bolhas por causa dos gases. O mesmo poderia ter acontecido no Nilo
PRAGA: CHUVA DE PEDRAS
TEORIA “NATURAL”: As saraivas de que fala a Bíblia seriam chuvas de granizo muito maiores que o normal, misturadas a relâmpagos. Apesar de raras, as chuvas de pedra e granizo acontecem durante tempestades
TEORIA VULCÂNICA: Um papiro citado no filme relata saraivas semelhantes às da Bíblia. Há outra explicação: as cinzas do vulcão, em contato com a atmosfera, provocam uma chuva de fogo e gelo
PRAGA: NUVEM DE GAFANHOTOS
TEORIA “NATURAL”: Com tantas alterações ambientais, o comportamento dos gafanhotos poderia mudar, provocando as nuvens. O solo úmido da chuva de granizo também atrairia gafanhotos
TEORIA VULCÂNICA: A erupção do Santorini teria desequilibrado o clima, aumentando a temperatura e forçando os bichos a migrar. Além disso, enxames de gafanhotos são comuns em partes da África
PRAGA: TREVAS NO CÉU
TEORIA “NATURAL”: A escuridão no céu do Egito poderia ser provocada por tempestades de areia chamadas khamsin, por um eclipse solar total ou até mesmo pelos densos enxames de gafanhotos
TEORIA VULCÂNICA: Lembram do vulcão? A escuridão teria sido causada pelas nuvens de cinza que ele lançou. A força da erupção do Santorini faria com que a nuvem viajasse até o Egito, tapando o Sol e escurecendo o céu
PRAGA: MORTE DOS PRIMOGÊNITOS
TEORIA “NATURAL”: A última praga é a morte dos primogênitos. Tradicionalmente, os filhos mais velhos comem antes que os demais irmãos. Por isso, morreram antes com a comida contaminada pela falta de higiene
TEORIA VULCÂNICA: Os filhos mais velhos dormem mais próximos ao chão, segundo o documentário. Entre os gases que vazaram, estaria o dióxido de carbono, que se desloca junto ao solo, matando quem o inala